domingo, 1 de março de 2015

Mitos e verdades sobre arritmia cardíaca.

De repente, o coração começa a bater mais rápido. E assusta! Quem já passou por isso, sabe como é. Estamos falando da arritmia, uma alteração no ritmo normal do coração que produz frequências cardíacas velozes, lentas e/ou irregulares. Nos batimentos acelerados (mais de 100 por minuto), o problema é chamado de taquicardia. Já nos vagarosos (menos de 60), de bradicardia. Embora a maioria das arritmias não provoque danos, algumas são sérias – já que o coração, não sendo capaz de bombear sangue suficiente para o corpo, pode danificar não só a si próprio como também o cérebro e outros órgãos. São várias as causas da disfunção, como doenças das artérias coronárias e do músculo cardíaco (miocardiopatia), alterações nas concentrações de eletrólitos (sódio, potássio e cálcio) no organismo e pós-cirurgia do coração. Apesar de a palpitação ser o sintoma mais recorrente, o paciente pode apresentar um amplo espectro de sinais. Como, por exemplo, sofrer com fraqueza, cansaço, falta de ar, tontura, visão turva, palidez cutânea, sudorese fria, desmaio e dor no peito. Os sintomas que indicam maior gravidade são confusão mental, pressão baixa, dor no peito e desmaios. Nestes casos, é recomendado procurar um atendimento médico de urgência. Como os sinais da arritmia são variáveis, não raro o problema é diagnosticado pelo médico durante um exame cardiológico – com análise do pulso e ausculta do coração com aparelho próprio. Conheça alguns mitos e verdades sobre arritmia: O coração tem um ritmo adequado. VERDADE: o dos adultos pulsa, em média, entre 60 a 100 batimentos por minuto. O sintoma mais comum da arritmia é a palpitação. VERDADE: as palpitações se manifestam como sensação de coração falhando, trancos ou batedeira no peito. Arritmia tanto pode ser benigna como indicar uma situação grave. VERDADE: a maioria é benigna, porém há algumas que podem originar desmaios e até morte súbita. Alguns exames são indicados para diagnosticar a arritmia. VERDADE: os exames principais são o eletrocardiograma feito no consultório, o Holter de 24 horas (aparelho que grava os batimentos durante o dia todo). Prática de atividades físicas pode provocar o problema. MITO: a atividade física leve e moderada é benéfica para o coração e não provoca arritmias. Mas é sempre adequado fazer uma avaliação médica antes de iniciar um programa de exercícios. Café, chocolates e refrigerantes podem causar arritmia. VERDADE: o uso excessivo de bebidas e alimentos ricos em cafeína estimula em demasia o coração, podendo provocar algumas arritmias. Pilotos, motoristas e operadores de máquinas pesadas precisam de cuidados especiais, pois são candidatos a sofrer com o problema. MITO: atividades profissionais de risco não estão associadas ao desenvolvimento de arritmia, entretanto, o tratamento das arritmias nesses grupos de pacientes precisa ser mais intenso. Obesidade é um dos fatores contribui para o distúrbio. VERDADE: obesidade é um fator de risco relacionado ao aparecimento da fibrilação atrial, uma das arritmias mais comuns. Esforço físico durante o ato sexual pode provocar arritmia. MITO: do ponto de vista das arritmias, o risco durante o ato sexual é o mesmo que de outros tipos de atividade física de mesma intensidade. Alguns medicamentos, como broncodilatadores, favorecem o surgimento da arritmia. VERDADE: a maioria desses remédios acelera o coração, propiciando o aparecimento de algumas arritmias, especialmente em pacientes que já tenham o problema. Ansiosos e quem sofre de patologias como síndrome do pânico são mais propensas. MITO: indivíduos nessas condições muitas vezes apresentam sensação de palpitação e impressão de perigo iminente de morte, episódios fugazes que cessam espontaneamente. Não raro, acabam procurando o serviço de emergência. Ingerir bebidas alcoólicas causa arritmia. VERDADE: o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode desencadear arritmia - especialmente a fibrilação atrial - mesmo em pessoas com o coração normal e sem outros problemas de saúde. Fumar é um dos fatores de risco. VERDADE: tabagismo tende a acelerar o coração, favorecendo a disfunção.

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