sábado, 11 de maio de 2013

Teste genético prevê progressão do câncer de próstata.

Um teste genético desenvolvido nos Estados Unidos pode ajudar médicos a identificar se um paciente com câncer de próstata é mais propenso a desenvolver casos agressivos da doença — e, assim, prever se ele precisará, ou não, de tratamentos mais intensivos. O exame foi desenvolvido na Universidade da Califórnia, San Francisco. De acordo com os autores da pesquisa, com o teste, os médicos também poderão saber quais pacientes diagnosticados com o câncer devem ser acompanhados de forma mais intensa para que a progressão da doença seja controlada. Em um comunicado divulgado pela universidade, pesquisadores afirmaram que o teste, chamado Oncotype DX Genomic Prostate Score (GPS), fornece informações prognósticas clínica e estatisticamente significantes e dados adicionais acima e além dos já existentes. Com o novo teste, pode-se ter mais confiança em recomendar uma vigilância ativa quando é apropriado. A vigilância ativa consiste no monitoramento intenso da doença de um paciente, feito com a realização de uma série de exames, para que o médico controle a progressão da condição. Com isso, é possível adiar ou até evitar cirurgias e tratamentos intensos em certos casos. Essa é a melhor estratégia para lidar com pacientes com baixo risco de câncer de próstata agressivo, mas ela é usada com pouca frequência. Há várias razões para isso, uma delas é que os homens não querem viver ansiosos pela possibilidade de apresentar um progresso da doença. Por isso, é preciso prever melhor quais tumores têm potencial para serem metastáticos e, assim, que precisam de fato ser monitorados. Segundo os autores do estudo, o exame, portanto, além de identificar homens com um maior risco de desenvolver casos graves de câncer de próstata, também pode fazer com que pacientes menos propensos a apresentar progressão da doença sejam poupados dessa ansiedade, além de tratamentos desnecessários e efeitos adversos que poderiam ser evitados. Essas conclusões foram obtidas após a equipe de pesquisadores avaliar a capacidade de 17 genes em fornecer informações sobre o risco de progresso do câncer de próstata. Depois, os autores aplicaram o teste em 395 homens de 38 a 77 anos de idade que haviam sido diagnosticados com a doença. A gravidade do tumor dos participantes variou de baixa para média. Os resultados do estudo foram divulgados durante o encontro anual da Associação Americana de Urologia, em San Diego. Segundo os pesquisadores, o teste já está disponível nos Estados Unidos.

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