quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mulheres são mais sensíveis aos efeitos do álcool.

Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou um estudo intitulado "Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2011 - VIGITEL", que contou com a participação de mais de 50 mil brasileiros de todas capitais do País, por meio de entrevistas telefônicas. De acordo com o VIGITEL, 17% dos brasileiros consumiram bebidas alcoólicas, correspondendo a 6,2% dos homens entrevistados e 9,1% das mulheres. As mulheres, em especial, são mais sensíveis aos efeitos do álcool devido a diversos fatores como, por exemplo, os menores níveis das enzimas metabolizadoras do álcool e menor quantidade de água no organismo - o que o torna mais concentrado. Entre os principais achados, foi verificado que mulheres com melhores condições econômicas e maiores graus de instrução apresentaram maior uso desta substância, sendo o oposto entre os homens: os que mais consumiram foram aqueles com graus inferiores de escolaridade e piores condições econômicas. Além disso, constatou-se o aumento dos problemas relacionados ao consumo (danos não intencionais, como acidentes de trânsito, prejuízos em atividades sociais, entre outros), na medida em que as mulheres passaram a consumir em padrões mais pesados. Talvez as transformações do papel da mulher nas últimas décadas possam explicar a tendência de se igualarem aos homens em relação a comportamentos vistos anteriormente como "masculinos", como o consumo em padrões mais pesados. Outros fatores que podem influenciar neste aumento são: estresse da dupla jornada de trabalho, conquista de melhores condições socioeconômicas, maior convivência com homens bebedores, maior aceitação social do uso, entre outros. Em suma, o uso pesado do álcool tem implicações relevantes em termos de saúde pública, pois está associado a riscos para saúde e a consequências sociais não só ao bebedor quanto àqueles que estão próximos a ele. Políticas de prevenção futuras devem contemplar os padrões mais pesados de consumo de bebidas alcoólicas, independente do gênero, visando reduzir os prejuízos causados por esse tipo de comportamento. Uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 14 g de álcool puro.

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