segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Conheça os benefícios do consumo do vinho durante as refeições.


Vinho e comida foram feitos um para o outro. Isso, claro, se não houver qualquer contra indicação ao seu consumo. Para melhor usufruir de seus benefícios, ele deve ser tomado moderadamente durante as refeições. Quando se ingere a bebida junto aos alimentos, diminui-se muito o volume de radicais livres na circulação sanguínea durante a digestão. E é justamente neste período que a quantidade de gorduras circulantes é maior. Com isso, há menos chance delas serem oxidadas pelos radicais livres, que acarretaria na formação e deposição de placas de gorduras nas paredes dos vasos sanguíneos. Sobre a dose diária de vinho recomendada, a grande preocupação é por conta do volume de álcool. Uma quantidade acima do que o organismo consegue metabolizar pode causar dano orgânico. No entanto, a metabolização do álcool é individual e depende de fatores diversos, como gênero, peso corporal, e, mais especificamente, peso do fígado e a quantidade de enzimas necessárias para este processo. Para a maioria dos homens seria seguro beber até 30 gramas de álcool (o equivalente a 300 ml de vinho a 12,5 ºGL) por dia e para as mulheres, 20 gramas (o equivalente a 200 ml de vinho a 12,5ºGL).
Não há um tipo de vinho que seja mais eficaz para o processo digestivo. No entanto, o gás carbônico presente nos espumantes aumenta a produção de suco gástrico, o que é amplamente favorável para a digestão. Substâncias encontradas no vinho facilitam a digestão de inúmeras maneiras, como:
- Diminuindo os movimentos peristálticos do intestino delgado e do intestino grosso, aumentando, consequentemente, a permanência dos alimentos no tubo digestivo e dando mais tempo para as enzimas os processarem;
- Estimulando a vesícula biliar a descarregar uma quantidade maior de bile no início do intestino delgado, facilitando a digestão das gorduras;
- Melhorando a digestão dos açúcares, ampliando a sensibilidade dos tecidos à insulina.
Algumas das doenças do sistema digestivo que podem ser evitada com o consumo de vinho são:
- Úlcera nervosa: os polifenóis do vinho protegem esse tipo de agressão ao estômago por bloquear duas enzimas: as histidinacarboxilase e a hialuronidase;
- Esofagite de refluxo: uma suplementação de antioxidantes garantida pela bebida pode ajudar tanto no tratamento como na prevenção da doença;
- Esôfago de Barret: uma condição clínica pré-cancerosa ativada pela proliferação de células Ciclo-oxigenase-2 (Cox-2). Os polifenóis do vinho são eficientes para impedir a proliferação destas células;
- Pedras nos rins: o ácido tartárico, encontrado na bebida, é capaz de desmanchar os cálculos de oxalato de cálcio das vias urinárias;
- Colesterol: a quercitina, presente no vinho, diminui a absorção de gorduras aumentando a sua eliminação nas fezes e diminuindo o nível de colesterol no sangue.

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