terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Justiça Brasileira tarda, mas, falhará outra vez!

Que o Brasil é um país de imensa concentração de renda e exclusão social não é novidade para ninguém. Muito menos que as cadeias são reservadas aos marginalizados pela própria sociedade, sem condições de acesso a advogados especialistas na exploração das chamadas “brechas da lei”, herança de nossa origem colonial e do antigo regime de exceção que perdurou por mais de 20 anos. É muito fácil botar a máquina do Estado para funcionar contra um pobre coitado que furta uma lata de leite ou um pacote de bolacha. O problema é conseguir prender o banqueiro ladrão, o político corrupto... Aí valem as firulas jurídicas, fabricadas propositalmente pelo legislador e tão bem exploradas por alguns advogados. A edificante contribuição do Supremo Presidente Gilmar Mendes à fuga do quadrilheiro Daniel Dantas teve um grande mérito. Escancarou para todos os brasileiros que a Justiça no Brasil é para os ricos. Se rico vai ao Supremo e consegue habeas corpus, assim, rapidinho, numa boa, para que servem as instâncias inferiores? O que incentiva e permite a criminalidade no Brasil é a impunidade. A impunidade é o fermento, é o adubo que gera o estado atual de violência e da criminalidade no Brasil. E muitas vezes os operadores do Direito se fecham em si mesmos, sem enxergar os clamores da sociedade. Muitas vezes justificam posicionamentos totalmente divorciados da realidade em sua propalada “independência funcional”, achando que podem fechar os olhos para o que acontece ao seu lado. Vivem em um mundinho encantado, igual ao de Alice, que só eles mesmos acreditam que ainda exista. Mas o mundo mudou, hoje nós vivemos em um "Estado Democrático de Direito" no qual todo poder "emana" do povo, onde só falta o povo descobrir isso e entender como funciona.

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