quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

A DPOC é um termo mal definido que é aplicado a pacientes com bronquite crônica e enfisema pulmonar. Refere-se a uma condição patológica caracterizada pela presença de obstrução do fluxo aéreo usualmente progressiva que pode começar em uma etapa precoce da vida, ainda que não cause sintomas antes da quarta década e só costuma levar à invalidez progressiva a partir da sexta ou sétima década, e tem no tabagismo o principal fator causal. No Brasil, 32% da população adulta é fumante. Estima-se que cerca de 15% dos fumantes de 1 maço/dia e 25% dos fumantes de 2 maços/dia terão DPOC futuramente se mantiverem o hábito. Mas há indicações de que outros fatores ambientais possam contribuir para o seu surgimento. Entre eles, estão as infecções respiratórias repetidas, ocupações de risco, poluição do ar e exposição passiva ao fumo. Outro fator de risco, principalmente para o enfisema, é o fator genético. A Organização Mundial de Saúde estima que a DPOC mata mais de 2,75 milhões de pessoas a cada ano colocando a doença como a quarta maior causa de morte em todo o mundo ao lado da AIDS/HIV e atrás das doenças cardíacas, doenças cérebro vasculares e pneumonia. No Brasil cerca de 40.000 pessoas morrem anualmente com DPOC e cerca de sete milhões de brasileiros sofrem desta doença, sendo ela a doença respiratória de maior custo ao SUS. O diagnóstico de DPOC é baseado na presença de sintomas, na história de exposição a fatores de risco e na presença de limitação ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Pacientes que tenham tosse crônica e produção de escarro, com história de exposição a fatores de risco, devem ter o fluxo aéreo testado, mesmo que não apresentem dispnéia. Para o diagnóstico e avaliação da DPOC, a espirometria é o padrão ouro. A fisioterapia pulmonar constitui componente de grande valor do tratamento das DPOCs. O plano fisioterapêutico visa oferecer o melhor comportamento funcional do paciente, sendo útil o seu início o mais precocemente possível. Consta de exercícios respiratórios, exercícios de tosse, drenagem postural de todos os segmentos pulmonares, técnicas de percussão torácica associados à drenagem postural, pratica de exercícios destinados a coordenar a atividade física com a respiração, movimentação ativa e passiva dos membros superiores e inferiores, inclusive em pacientes hospitalizados, associação com a terapêutica inalatória. Ontem (dia 19/11) foi comemorado o Dia Mundial de Combate a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

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