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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Os sete erros principais no tratamento de dor crônica

Dor nas costas, enxaqueca, incômodo nas articulações não representam nada demais, desde que apareçam de vez em quando e não atrapalhem a sua rotina. O caso é diferente daquele de quem sofre com problemas assim diariamente e não buscam ajuda, um perfil que já alcança 30% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Descaso com a origem do problema está entre um dos principais fatores para que esse tipo de incômodo afete tanta gente, mas não é isso. Muitos pacientes não buscam tratamento quando a dor ainda é um problema discreto, contribuindo para que ela se agrave a ponto de, em alguns casos, se tornar insuportável. O erro grave, no entanto, vem acompanhado de outros. Esperar a dor passar Toda dor é um alerta que o corpo manda para manter sua integridade - uma dor aguda no peito, por exemplo, pode indicar um infarto. Ao entender os sinais que o organismo dá e procurar ajuda, você pode evitar o agravamento da dor e o surgimento de lesões mais sérias. No entanto, existem dores - as crônicas, que não têm essa função de alerta - com as quais é preciso, além de tratar, conviver. É o caso das artroses e da artrite reumatoide. Não se exercitar Aquela dorzinha chata te faz evitar exercícios físicos? Você não é o único. Atualmente as pessoas têm muito medo de praticar exercícios físicos quando sofrem alguma dor. Evitar o movimento quando existe uma dor faz com que a musculatura mais próxima à região dolorosa - e em alguns casos os músculos mais distantes - acabe tensionada. O movimento ajuda a tratar, cuidar e prevenir esse desconforto - ele restabelece o equilíbrio articular, lubrifica as articulações e fortalece a musculatura. O exercício deve ser leve, específico para a área atingida, progressivo e individualizado. Pular a fisioterapia Ir pelo menos três vezes por semana para a clínica, passar uma hora lá e ter que esperar algumas semanas até sentir os resultados. Fazer fisioterapia nem sempre é fácil, mas pode ser a solução que você precisa. Muita gente acaba optando por uma pílula - ou até mesmo por uma cirurgia - como uma solução rápida para a dor. Essa escolha pode causar prejuízos desnecessários ao organismo, já que o tratamento não medicamentoso ameniza a dor sem sobrecarregar órgãos como os rins e o fígado. Tomar alguns tipos de medicação anti-inflamatória por muito tempo, por exemplo, pode levar à lesão dos rins e fígado e anemia grave. Se essa for a recomendação dos profissionais que acompanham seu caso, vale a pena trocar o remédio pelo exercício. Evitar tratamentos complementares Você acha que meditação é balela? Pois saiba que atualmente há evidências que esse método pode ajudar a amenizar a dor. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA) analisaram 500 estudantes que nunca haviam meditado. Os participantes fizeram um treinamento de 20 minutos da prática, durante três dias consecutivos, e depois, foram submetidos a testes com choques elétricos. Os resultados, publicados no The Journal of Pain, apontaram que a meditação ajudou a aliviar a dor, mesmo que os estudantes fossem iniciantes. Outra boa aliada é a acupuntura - nessa terapia, quando certos pontos do corpo são estimulados, ocorre a liberação de neurotransmissores naturais no organismo. O estímulo faz com que substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar, como a endorfina e a serotonina sejam liberadas, equilibrando o funcionamento do corpo e aliviando dores. Automedicar-se Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, treze milhões de brasileiros apresentam dores de cabeça diariamente. Acreditando que essas crises são normais, muitos tomam analgésicos por conta própria: aumentam as doses, depois trocam de marca, pedem dicas para amigos, parentes e balconistas de farmácia sobre analgésicos mais potentes. Quando chegam ao especialista, a dor já é diária e a lista de analgésicos que já não resolvem mais é grande. O organismo vai se acostumando ao medicamento de uso contínuo e perde, cada vez mais, seus próprios mecanismos de regular a dor. Sem o analgésico a dor vem mais forte, e mais analgésico precisa ser utilizado, é um círculo vicioso e perigoso. Para tratar adequadamente a enxaqueca, o paciente deve consultar um médico que vai fazer a "desintoxicação", ou seja, todos os medicamentos usados serão suspensos, dando lugar ao tratamento feito com medicações chamadas preventivas, que evitam dores tão frequentes e intensas. Ir a muitos especialistas Além de ser extremamente desgastante, ir a diversos especialistas e fazer todo tipo de exame demanda tempo e dinheiro. Algumas formas de dor crônica sequer manifestam-se em exames, por isso dificilmente são detectadas. Um profissional familiarizado a elas - como um especialista em dor - tem formação específica para entender o problema. Por isso, procure primeiro um profissional que entenda a doença e faça o encaminhamento correto. Mudar o tratamento por conta própria Caso você tenha dúvidas ou sugestões para o seu tratamento, converse com o seu médico, não tome atitudes sozinho. O profissional sabe quais medicamentos podem ser usados por longo tempo sem prejudicar seu organismo. Ao decidir abandonar um tratamento por conta própria, mesmo que ele esteja no final, o paciente está jogando fora tudo o que foi feito.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que é fisioterapia preventiva?

Atualmente a rotina está cada vez mais corrida e exigindo mais atenção e ações que unidas geram muito estresse. Preocupar-se com alimentação, moradia, transporte, contas e outros fatores acabam fazendo com que a saúde fique um pouco de lado.Existem diversas campanhas alertando quanto aos perigos envolvendo o estresse. Diversas doenças psíquicas e osteomusculares são comuns em pessoas que sofrem com estresse. Levando para o ambiente de trabalho, onde há exigência de um ritmo excessivo, posturas inadequadas e movimentos repetitivos, a chance de aumentar a tensão e estresse é altíssima.Todas as situações citadas anteriormente têm provocado um alto número de pessoas precisando de fisioterapias e outros tratamentos. Neste artigo vamos falar sobre a fisioterapia preventiva, quais são os seus fundamentos e aplicações? A fisioterapia preventiva tem papel muito importante para a saúde do trabalhador e cada dia mais tem se utilizado a fisioterapia preventiva também como aliada no esporte. Dentro da ampla área da fisioterapia existem diversas subdivisões, a fisioterapia preventiva é uma delas. Diversos estudos vêm comprovando a eficiência da fisioterapia preventiva na redução do índice de afastamento do trabalho e consequentemente, reduzindo o número de cirurgias. A fisioterapia preventiva também está sendo muito utilizada entre os atletas para prevenir lesões, mas ela se aplica a todos, desde crianças até os idosos. A Fisioterapia Preventiva é composta de exercícios de alongamento, relaxamento e exercícios respiratórios, eles devem ser praticados todos os dias. Estes exercícios visam relaxar a musculatura, aumentar a flexibilidade e aumentar a disposição ao longo do dia. A maioria das empresas atualmente conta com um programa de fisioterapia preventiva, em alguns lugares é conhecida como ginástica laboral. Todos os dias em algum momento, o turno de trabalho é interrompido para que os funcionários realizem os exercícios propostos. Existem diversos exercícios e atividades que compõem a fisioterapia preventiva, cada conjunto é estudado e direcionado para compensar o estresse desempenhado na sua função, ou seja, não adianta você fazer a atividade que não foi direcionada a você. É importante frisar que alongamentos podem parecer exercícios simples, mas se realizados de forma incorreta, podem causar lesões gravíssimas. Desta forma a fisioterapia preventiva deve ser prescrita por um profissional capacitado e após uma avaliação completa das suas atividades diárias. O envelhecimento quase sempre vem acompanhado de problemas de saúde e/ou físicos. Os idosos passam a ter ossos, tendões e músculos cada vez mais fracos, além de doenças que podem impossibilitar a pratica de exercícios físicos. Mesmo assim o idoso não pode ficar parado e neste caso a fisioterapia preventiva é um aliado fantástico para evitar problemas ou reabilitar o corpo do idoso. Ela é capaz de reduzir o risco de complicações ou sequelas após quedas ou até um AVC, por exemplo. Os benefícios da fisioterapia preventiva são fantásticos tanto para idosos quanto para crianças, jovens e adultos. Os diversos exercícios de alongamento combinados com respiratórios são excelentes. A fisioterapia preventiva consegue combater doenças como: hipertensão, diabetes, osteoporose, tendinite, doenças cardíacas, artrose, hérnia de disco e bursite. Ajuda a melhorar a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação, a concentração e a postura. Pessoas que sofrem de insônia, ansiedade, depressão, dores nas articulações e músculos também podem obter melhoria através da fisioterapia preventiva. A fisioterapia preventiva não tem contra indicações, mas deve ser orientada e acompanhada por um profissional capacitado. Assim como a consulta médica é indispensável.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Estudo da OMS comprova que café não causa câncer.

Um painel de peritos influentes convocados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que beber café regularmente pode contribuir para a prevenção de alguns tipos de câncer. Porém, os peritos também alertaram que esta bebida não deve ser consumida muito quente. Isto porque eles também concluíram que consumir bebidas muito quentes pode aumentar o risco de câncer no esôfago. Por isso, os especialistas orientam que as pessoas deixem o café ou o chá esfriarem um pouco antes de beberem. Em 2015, um time de especialistas reunido pelo governo dos Estados Unidos para traçar as novas orientações sobre alimentação ressaltou que haviam forte evidencias de que três a cinco xícaras de café não eram prejudiciais para a saúde e que o consumo moderado da bebida contribui para a redução do risco de doenças crônicas. Já um time de especialistas do World Cancer Research Fund International afirmou alguns anos atrás que o café contribui para a prevenção de uma série de tipos de câncer e que deveria ser consumido regularmente por pessoas com doenças crônicas no fígado, pois poderia diminuir o risco de morte dessas pessoas. O consumo moderado do café proporciona uma série de benefícios para a saúde. A bebida tem um efeito termogênico e por isso ajuda na perda de peso. Ela também tem ação estimulante e auxilia a diminuir dores de cabeça. Esta bebida previne algumas doenças neurodegenerativas, como Doença de Parkinson e Alzheimer, e diabetes tipo 2. O café ainda proporciona benefícios para o sistema respiratório. O café se destaca pelas boas quantidades de cafeína. Esta substância é importante porque tem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central e está associada à melhora no estado de alerta, na capacidade de aprendizado e resistência ao esforço físico. A cafeína também contribui para a perda de peso. Esta bebida possui outras substâncias benéficas como os ácidos clorogênicos que são responsáveis por grande parte da atividade antioxidante do café. Essa ação irá inibir inflamações e reduzir o risco de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias prolongadas. Além disso, o café têm potencial atividade antibacteriana, antiviral e anti-hipertensiva. A niacina, uma vitamina do complexo B, também está presente na bebida. Todas as vitaminas do complexo B estão associadas ao bom funcionamento do sistema nervoso.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Kinesio Taping usa bandagem elástica adesiva para tratar lesões

Praticamente todo atleta já sofreu uma lesão e nem sempre a recuperação foi tranquila. A Kinesio Taping é uma técnica que utiliza bandagens de elástico para exercer força e pressão nos músculos machucados. Ela é aplicada após a prática de algum exercício físico que tenha provocado lesões musculares simples ou graves, que exigem tratamento. Utilizada principalmente em consultórios de fisioterapia, a Kinesio Taping é uma alternativa não-invasiva, não-cirúrgica e que não faz uso de curativos ou bisturis. Uma pesquisa do Centro Universitário do Pará (CESUPA) descobriu que 55,6% dos atletas sofrem lesões musculoesqueléticas durante os jogos. Na amostra obtida pelos investigadores, foram apontadas as contraturas e contusões como as causas mais recorrentes dos machucados. Além disso, 13,3% precisaram recorrer a métodos cirúrgicos para tratamento. Com a Kinesio Taping é possível evitar esse tipo de procedimento. Desde 1970, a técnica é muito utilizada no Japão, seu país de origem. No Brasil, a aplicação das bandagens na recuperação de lesões é recente. O processo é bastante simples, consistindo na aplicação de fibras elásticas que exercem força de tração na pele. Assim, o corpo trabalha de forma natural para promover a cura, já que os músculos e a articulação permanecem mais estáveis, sem que a área comprometida se mova. Existem inúmeros benefícios na aplicação da Kinesio Taping. Um dos principais é a possibilidade de usar as bandagens em crianças, adultos e idosos, já que a técnica não é invasiva e não provoca efeitos colaterais. Além das lesões ocasionadas pelo esporte e exercícios físicos, o método pode ser usado no tratamento de doenças neurológicas, ortopédicas e outras patologias. O resultado da aplicação das bandagens inclui: correção das funções dos músculos, melhora no sistema sanguíneo e linfático, diminuição da dor, reposição das articulações que sofreram lesões, e alívio nas tensões musculares. É comum a aplicação da Kinesio Taping em consultórios de fisioterapeutas. São esses os principais profissionais da saúde que utilizam a técnica, sempre com a finalidade de complementar o tratamento principal. As fitas são colocadas nos pacientes por um período curto, geralmente de duas semanas. Com as bandagens elásticas, é possível manter a melhora obtida com as sessões de fisioterapia. Dessa forma, os resultados positivos que são alcançados não se perdem quando os pacientes realizam os movimentos que estimulam os sentidos e músculos, prevenindo que o quadro piore. Um estudo de 2014 da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e da Universidade de São Paulo (USP) avaliou os resultados do uso das bandagens em tratamentos fisioterápicos. Segundo os dados obtidos pelos pesquisadores, as fitas devem ser usadas apenas como complemento a outros tratamentos, mostrando-se benéficas, mas apenas em um curto prazo, sem maiores evidências científicas que validem o uso contínuo.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Leonardo Fisioterapeuta: Inverno requer reforço na prevenção contra a gripe

Leonardo Fisioterapeuta: Inverno requer reforço na prevenção contra a gripe

Inverno requer reforço na prevenção contra a gripe

Com o início do inverno nesta semana, aumenta a vulnerabilidade para o contágio por infecções da gripe. Por isso, é importante redobrar os cuidados para prevenir a doença. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, de janeiro até 6 de junho deste ano, foram notificados 5.411 casos de infecção por influenza, que resultaram em 979 mortes. Prevenção Para reduzir o risco de contaminação, o Ministério da Saúde recomenda que se coloque em prática a "etiqueta respiratória". A conduta consiste em lavar as mãos principalmente antes da refeições, cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir, não compartilhar itens de uso pessoal, como copos e talheres, e manter os ambientes ventilados. Sintomas Os principais sinais de gripe são febre alta, dores musculares, dor de garganta, dores de cabeça, coriza e tosse seca. Em geral, o primeiro a se manifestar é a febre, que dura cerca de três dias. Em seguida, aparecem os sintomas respiratórios, que permanecem por mais cinco dias. Durante esse período, a transmissão ocorre por meio das secreções da pessoa infectada e o contato com superfícies contaminadas. Se esses sinais se agravarem e evoluírem para dificuldade de respirar, lábios arroxeados, dor no abdômen ou no peito, tontura, vômito ou até convulsões, deve-se procurar um pronto-socorro para atendimento. Nesses casos, é preciso buscar ajudar para evitar que complicações da gripe não se tornem uma pneumonia, por exemplo. Tratamento Em casos de gripe, os sintomas podem ser tratados. Para amenizar os efeitos da infecção, o Ministério da Saúde recomenda a ingestão de água, alimentação leve e repouso, além de medicação anti-gripal com orientação médica. O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda distribui o fosfato de oseltamivir, que é um antiviral que deve ser tomado até 48 horas depois do aparecimento dos sintomas. Vacinação Entre abril e maio deste ano, 49,9 milhões de pessoas foram imunizadas contra os principais tipos do vírus influenza em circulação. O total extrapolou a meta do Ministério de vacinar 49,8 milhões de pessoas que faziam parte do público alvo, no qual estão incluídas mulheres grávidas, idosos, crianças até dois anos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, cardiopatias e diabetes. Em 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que fossem produzidas vacinas contra o influenza A (H1N1 e H3N2) e B, mais frequentes no hemisfério sul. Esses dois tipos são os principais causadores de epidemias. Até o momento, não há previsão para antecipar a campanha no ano que vem, pois a análise dos principais tipos de vírus no ar só começa no segundo semestre. Neste ano, a campanha começou mais cedo em alguns Estados, como São Paulo e Pará, por causa das novas notificações de contágio por H1N1. A campanha ocorre antes do período mais crítico (outono e inverno) de contaminações para que a população possa desenvolver anticorpos até a época de maior circulação do vírus influenza. A ideia é reduzir o agravamento da doença. Cerca de três semanas após a vacinação já é possível verificar a presença dos anticorpos. A proteção é eficaz de seis meses até um ano. Por isso, é importante se vacinar todos os anos. Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Nutrientes essenciais para melhorar o sistema imunológico

O sistema imunológico é responsável por reconhecer agentes agressores e defender o organismo contra ações que possam prejudicar a saúde. Todo o processo de proteção é realizado silenciosamente, por exemplo, a cicatrização de um corte, a coceira após a picada de mosquito e a febre. Apesar de pequenos indícios, estes sinais indicam que o organismo está saudável e pronto para se recuperar de alguns problemas de saúde. No entanto, quando alguns sintomas são recorrentes e facilmente fica doente, mostra que a imunidade do organismo está baixa. Uma maneira de melhorar a proteção do organismo é por meio da alimentação. Certos nutrientes fornecem a energia necessária para estimular o bom funcionamento do sistema imune. Veja os nutrientes que devem fazer parte da sua dieta: Vitaminas: esses nutrientes são essenciais para a saúde geral do organismo. Porém, algumas vitaminas específicas se destacam quanto à sua ação sob o sistema imunológico: Vitamina C: é um dos nutrientes mais importantes para a eficiência da resposta imune. É capaz de estimular a produção dos linfócitos, auxiliando o organismo a reconhecer os agentes invasores, e, em consequência, favorecer a produção de anticorpos. É eficaz na prevenção de infecções virais, principalmente das vias respiratórias. Seu aporte adequado está relacionado, inclusive, à recuperação mais rápida diante de infecções; Vitaminas do Complexo B: vitaminas como a tiamina (B1), riboflavina (B2), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6) e o ácido fólico (B9) são essenciais para o funcionamento dos linfócitos, sendo que sua deficiência pode refletir negativamente na sua contagem na corrente sanguínea. Da mesma forma, a carência de vitamina B12 pode reduzir a fagocitose e prejudicar a resposta imune; Vitamina A: além de estimular a produção dos linfócitos, essa vitamina possui ação extremamente benéfica sob a pele e as mucosas que funcionam como barreira contra microrganismos nocivos. Também tem ação antioxidante, que combate a degeneração celular e o surgimento de doenças crônicas; Vitamina D: estudos apontam que a quantidade de D no ambiente, provenientes tanto da alimentação quanto da exposição solar, afetam o desenvolvimento e a função de linfócitos e, por consequência, modulam a função imunológica; Proteínas: desempenham um papel fundamental na eficiência do sistema defensor. A deficiência de proteínas está ligada, inclusive, à casos de desnutrição e, consequentemente, à queda da eficiência do sistema imune; Glutamina: é um aminoácido (constitui as proteínas) mais presente no organismo, porém em situações de trauma, queimaduras, infecções graves, pós-operatório, Diabetes não controlada e exercícios exaustivo sua concentração é diminuída, com isso o organismo fica mais sujeito a infecções; Arginina: também um aminoácido apresenta capacidade de estimular o sistema imune, é necessária para defesa contra vírus, bactérias, fungos e parasitas. Ômega 3 e 6: são ácidos graxos, ou seja, gorduras consideradas essenciais para os seres humanos pois não são fabricados pelo organismo e são necessários para a imunomodulação; Zinco: esse mineral é necessário na ação anti-inflamatória, isso o torna essencial na função imunológica, sua deficiência promove dificuldade na reparação de tecidos, o que aumenta o tempo de convalescença em algumas doenças; Vitamina E: eficaz na resposta anti-inflamatória, também protege as membranas celulares e a formação saudável dos linfócitos graças a seu poder antioxidante; Vitamina K: essencial na coagulação do sangue, processo pelo qual o corpo isola áreas do corpo com ferimentos, afim de reduzir o risco de infecções. O que incluir na alimentação? Além do equilíbrio essencial em alimentação saudável, alguns alimentos se destacam no favorecimento das defesas naturais do organismo: Uma dieta equilibrada deve contar sempre com porções balanceadas de todos os grupos alimentares. Porém, quando se trata de uma alimentação voltada para o fortalecimento do sistema imune, devemos dar preferência aos nutrientes imunomodulares, ou seja, aqueles que tem ação direta sob a resposta imunológica. Os alimentos indispensáveis para essa função são os seguintes: Alimentos ricos em vitaminas: Frutas são ótimas fontes de diversas vitaminas, em especial as críticas, pois possuem alta concentração de vitamina C. Proteínas animais também são uma ótima fonte desses nutrientes, sobretudo o fígado, rico em vitaminas A, e do complexo B. Vegetais folhosos escuros como couve, brócolis e espinafre são ótimas fontes de vitamina E e K; Alimentos ricos em vitamina D: Peixes, cogumelos tipo shitake e gema de ovo. Alimentos ricos em proteínas e Zinco: alimentos de origem animal como carnes vermelhas, ovos, fígado são ricos em proteínas. Nozes, castanhas, cereais integrais e leguminosas como o feijão são excelentes fontes deste mineral. Alimentos fontes de ômega 3 consumo de peixes como o salmão, atum, sardinha, suprem a necessidade de gorduras boas que garantem a proteção das células do organismo. blogdasaude.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quais os riscos das noites maldormidas?

Os problemas de sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45% da população mundial, segundo a Associação Mundial de Medicina do Sono. Dormir bem é um dos três pilares fundamentais para ter uma boa saúde, ao lado de uma dieta equilibrada e exercício regular. Irritação e cansaço são sintomas de distúrbios do sono em crianças A falta de sono possui impactos altamente nocivos na saúde física e mental. Sabemos, por várias pesquisas, que quem tem privação de sono possui risco muito mais alto de ter doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão. Estas são algumas formas pelas quais dormir pouco pode afetar sua saúde: 1. Dieta ruim A falta de sono faz com que nos alimentemos pior. De acordo com um estudo espanhol, mais de um terço das pessoas come mal quando dorme pouco. O motivo, segundo a especialista, é que nessa situação costumamos comer alimentos pouco saudáveis, e por isso a falta de sono está vinculada ao aumento de peso. A comunidade científica também associa a falta de sono à obesidade e ao diabetes. O que comer (e o que evitar) para dormir bem. Segundo estudo realizado em 2015 por pesquisadores no Catar, dormir pouco aumenta o apetite e a resistência à insulina. Dormir bem, afirma a Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, é essencial para a regulação do metabolismo, sobretudo em crianças, e há evidências da relação entre horas de sono e incidência de obesidade infantil. Em resumo, a orientação é se dormir bem comerá melhor. 2. Saúde mental afetada Dormir pouco tem relação com uma variedade de transtornos físicos, mentais e de comportamento. A saúde mental é uma questão particular e, de certo modo, é um círculo vicioso: se tem problemas mentais, dorme pouco, e vice-versa. E se sente cada vez pior. Buscar ajuda psicológica é "vital" nesses casos. O conselho para casos de insônia é buscar tratamentos com medicamentos específicos ou terapia comportamental. Segundo a organização espanhola Instituto de Medicina do Sono, a falta de sono está associada a problemas psicológicos, depressão e ansiedade. 3. Risco de acidentes A possibilidade de sofrer acidentes cresce com a ausência de sono. Um em cada cinco acidentes tem a ver com a falta de sono. Órgão de segurança das estradas nos EUA estima que 40 mil pessoas por ano sofram acidentes relacionados à privação de sono no país. Segundo o órgão de segurança de estradas dos EUA, 40 mil pessoas se ferem por ano no país por problemas relacionados à falta de sono, e 1.550 pessoas morrem nesses tipos de acidentes. Estudo da Harvard Medical School já apontou que 250 mil condutores dormem ao volante por dia nos EUA. 4. Menor rendimento físico Dormir bem é importante para ter energia durante o dia. Trata-se, de fato, de um aspecto fundamental para o funcionamento de nosso cotidiano. Atletas profissionais podem dormir pouco e ainda assim apresentar bom rendimento, mas é fundamental descansar por tempo suficiente após a prática de exercícios. O problema da falta de sono é o impacto no rendimento físico, pois o corpo precisa de um mínimo de horas de descanso. O processo de regeneração dos tecidos nervoso e muscular ocorre à noite. Se não há descanso não há recuperação correta, e isso afeta o rendimento físico e intelectual. 5. Limitação cognitiva Sabemos que a falta de sono ou má qualidade do sono tem grande impacto negativo na saúde, em curto e longo prazo. Os efeitos impactam a capacidade de atenção, a recuperação da memória e a aprendizagem. Devemos entender o sono do mesmo modo que entendemos outras coisas que beneficiam nossa saúde, como boa dieta e atividade física. O ato de dormir bem muitas vezes é subestimado, mas é algo que deveria preocupar a todos. É uma questão de saúde pública.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Os benefícios da faixa elástica no treinamento e reabilitação.

Leve, prático para guardar e muito eficiente, o elástico pode ser usado como um instrumento muito eficiente para promover a melhora do condicionamento físico ao possibilitar a execução de uma série de movimentos que trabalham todos os grupos musculares, fortalecendo braços, abdome, glúteos e coxa. O exercício com elástico trabalha com a musculatura pois, ao mesmo tempo em que exige força para puxar, é preciso também muita resistência para mantê-lo esticado. Dessa maneira, o treino com o elástico pode gerar alguns resultados obtidos com os exercícios de levantamento de peso como tonificar, aumentar a resistência e definir os músculos e também gerar benefícios para a coordenação motora. A intensidade dos exercícios e os seus resultados podem variar de acordo com o calibre do elástico. Quanto mais grosso, mais resistente e mais difícil será executar os movimentos. A dificuldade do exercício também poderá variar de acordo com o comprimento e o posicionamento do elástico em relação ao corpo. “Os iniciantes devem começar com elásticos de calibre mais fino e também devem buscar orientações com um profissional de educação física para que ele possa orientar corretamente sobre a postura e os movimentos, pois, mesmo se tratando de elásticos, os exercícios feitos de maneira errada ou em excesso, podem causar sérias lesões às fibras musculares. Outra grande vantagem do elástico é ser um material que não pesa quase nada, pode ser facilmente levado na bolsa e usado em qualquer lugar. Os elásticos também não custam muito caro e podem ser encontrados em lojas de materiais esportivos. Ao proporcionar um exercício mais dinâmico e desafiador, os elásticos podem ser usados nos mais diferentes tipos de treinamentos e necessidades. Ao estimular a melhora da coordenação motora, pode ser um importante aliado nos treinamentos funcionais, mas também pode ter um papel muito importante nos exercícios de musculação e ginástica localizada, principalmente por auxiliar no fortalecimento e definição muscular. Mas há também quem use os elásticos como um recurso educativo para as mais diferentes modalidades como o boxe, artes marciais, tênis e futebol.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Condicionamento, equilíbirio e alívio do estresse: os benefícios de pedalar.

Com as facilidades da vida moderna, o sedentarismo ganha cada vez mais espaço no dia a dia, gerando ou agravando problemas de saúde. Manter uma dieta equilibrada e introduzir a atividade física na rotina são premissas básicas para ficar longe das doenças. Exercícios simples, como caminhar ou andar de bicicleta, ajudam a prevenir doenças crônicas como obesidade, colesterol alto e hipertensão. O ciclismo traz benefícios físicos e emocionais, contribuindo muito para a qualidade de vida. Como atividade aeróbica, gera perda de peso, ajuda a equilibrar a pressão e os níveis de triglicérides. Também trabalha equilíbrio e confiança, além de relaxar e combater o estresse. Praticada com bom senso e na medida da forma física de cada um, a atividade quase não tem restrições. Até usada como meio de transporte a bicicleta é boa para a saúde. Muita gente busca essa alternativa de locomoção e acaba ganhando fôlego e bem-estar. Chegar ao trabalho pedalando traz muito mais disposição para seu dia. Então, vamos pedalar? Conheça sete razões para começar a pedalar já: 1 - Pedalar por volta de 20 quilômetros em uma hora pode gastar uma média de 500 calorias; 2 - Se você mora perto do trabalho, você pode ir pedalando pelo menos duas vezes por semana e queimar calorias que vão dar resultados na balança; 3 - Quem pedala, geralmente tem pernas bem torneadas, isso porque os músculos da coxa são o motor da bike; 4 - Um estudo publicado na revista Psychotherapy and Psychosomatics descobriu que andar de bicicleta melhora os níveis de energia em 20% e a fadiga em 65%. Isso tudo por que o ciclismo aciona o seu cérebro para liberar o neurotransmissor dopamina, que está ligado à energia. E mais, não há necessidade de andar duro para aproveitar a vantagem. As pessoas analisadas no estudo pedalaram em ritmo moderado três vezes por semana; 5 - Na bicicleta, você coloca menos estresse sobre os joelhos, tornozelos e coluna vertebral, ótimo para quem quer começar a se mexer; 6 - Pedalar em pé na bicicleta, fora do banco, ajuda a trabalhar o tríceps da perna; 7 - Pedalar reduz risco de doença cardíaca. Dois fatores de risco são pressão arterial alta e níveis elevados de colesterol LDL. Em um estudo, pesquisadores analisaram 32 mulheres pedalando em intensidade moderada a alta três vezes por semana por pelo menos meia hora. Depois de um ano, eles haviam reduzido sua pressão arterial e LDL, bem como melhorou a sua forma física aeróbica. Não importa se o objetivo é melhorar o condicionamento físico, manter a forma, passear com a família no fim de semana, adotar a bike como meio de transporte ou mesmo treinar parar participar de competições. Antes de dar o start no esporte é bom consultar um médico, que pode ser o clínico geral ou o cardiologista. Um bom exame clínico e outros laboratoriais, de esforço ou de imagens irão atestar a aptidão para a prática esportiva e dar a segurança necessária para evoluir no treino. Entre os exames que podem ser pedidos estão: hemograma, colesterol total e frações e teste ergométrico. Não há grandes restrições para a prática do ciclismo, mas pessoas com problemas nos joelhos – como tendinite ou condromalácia – devem realizar a atividade em intensidade menor. Consultar um fisioterapeuta para avaliação antes de iniciar também é recomendado.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Eu posso fazer exercícios?

Os benefícios da prática regular de exercícios físicos são amplamente conhecidos e a luta contra sedentarismo, comprovadamente, traz frutos positivos no que se refere à qualidade de vida e à longevidade. Mas, é seguro fazer exercícios? Devem ser tomadas algumas precauções antes de iniciar? Felizmente, as complicações cardiovasculares do tipo infarto do miocárdio e parada cardíaca, em decorrência da prática de atividades físicas, são raras e em grande parte evitáveis. A incidência de morte súbita durante o exercício varia de acordo com a população estudada. Em atletas em idade escolar a ocorrência é de 1 morte para cada 200.000 atletas; em maratonistas é de 1 morte para cada 50.000 corredores e na população adulta em geral é de 1 morte para cada 18.000 indivíduos saudáveis. Na esmagadora maioria das vezes, esse tipo de complicação ocorre em indivíduos já portadores de doenças cardíacas não diagnosticadas, fazendo com que uma triagem prévia ao exercício consiga minimizar o número de complicações . Para você tirar as suas dúvidas e iniciar os seus exercícios com segurança, a seguir descrevo duas formas bastante simples para identificação dos potenciais riscos cardiovasculares do exercício. Um questionário muito simples chamado de PAR-Q foi desenvolvido no Canadá com o objetivo de identificar quem necessita de uma avaliação médica prévia, antes de iniciar um programa de exercícios. Esta sigla é derivada das iniciais em inglês de (P) Physical (A) Activity (R) Readiness (Q) Questionnaire, ou Questionário de Prontidão para Atividade Física. O questionário, a seguir, deve ser respondido apenas como SIM ou NÃO. Alguma vez o seu médico alertou que você é portador de alguma doença cardíaca e que você deve fazer somente atividade física supervisionada? Você sente dor no peito quando faz atividade física? No último mês você teve dor no peito, quando não estava fazendo atividade física? Você apresenta tonturas com freqüência, ou alguma vez já perdeu a consciência? (Apresentou desmaios?) Você é portador de algum problema osteoarticular, que lhe impeça de praticar atividade física? Você sabe de alguma outra razão pela qual você não deveria praticar atividade física? Se a resposta para todas as perguntas foi NÃO, você poderá iniciar um programa de exercícios físicos de leve a moderados, sem necessitar de avaliação médica. Caso tenha respondido SIM à alguma dessas perguntas, é aconselhável uma consulta com seu médico, antes de iniciar. Outra forma, um pouco mais detalhada, de identificar os indivíduos com risco para o exercício, elaborada pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva, é indagando sobre a presença de sintomas ou sinais sugestivos de doença cardíaca e de fatores de risco para doença arterial coronariana. Principais sinais ou sintomas sugestivos de doença cardiopulmonar Dor ou desconforto no peito, pescoço, queixo, braços ou outras áreas que podem ser de natureza isquêmicas (ou obstrução nas artérias coronárias) Respiração curta em repouso ou com exercício suave; Vertigem ou desmaio; Falta de ar parado em pé ou quando inicia abruptamente durante o sono; Edema de tornozelos; Palpitação ou taquicardia; Claudicação intermitente (dor progressiva nas pernas durante a caminhada, que alivia com o repouso, mas volta a doer logo que o exercício é reiniciado); Sopro no coração; Fadiga incomum ou encurtamento da respiração com atividades; Fatores de risco principais para doença arterial coronariana Idade. Homens: 45 anos; mulheres: 55 anos, ou menopausa prematura sem suplementação de estrogênio. História familiar. Infarto do miocárdio ou morte súbita antes dos 55 anos do pai ou de outro parente masculino de primeiro grau; ou antes dos 65 anos de idade da mãe ou outro parente de sexo feminino de primeiro grau. Fumante habitual; Hipertensão arterial; Colesterol elevado. Colesterol total maior que 200md/dl ou HDL Diabete melito; Vida sedentária. Baseado nesses sinais e sintomas e na faixa etária, podemos identificar 3 categorais de indivíduos: os aparentemente saudáveis; os que estão em risco aumentado; e os já com doença conhecida. Em relação à idade, classificamos como jovens os homens com menos de 40 anos e as mulheres com menos de 50 anos. Acima dessas faixas etárias, os indivíduos são classificados como idosos. Não apresentam nenhum sinal ou sintoma de doença e referem não mais de 1 fator de risco principal para doença arterial coronariana. Liberação para o exercício? Os jovens estão liberados para qualquer intensidade de exercício, sem necessitar de avaliação médica prévia. Os idosos devem passar por avaliação médica, somente, se desejarem praticar atividade física intensa (intensidade de exercício que leve à fadiga em menos de 20 minutos). Em risco aumentado Apresentam sinais ou sintomas sugestivos de doença, ou dois ou mais fatores de risco principais para doenças arterial coronariana. Liberação para o exercício? Nesse grupo de risco, a prática de atividade física intensa sempre deverá ser precedida de avaliação médica. No caso de não haver sintomas sugestivos de doença, as intensidades de exercício leve e moderada (intensidade de exercício que permita que a atividade física possa ser realizada, com conforto, por 60 minutos) podem ser liberadas sem necessitar de avaliação médica prévia. Indivíduos com problemas médicos graves conhecidos. Liberação para o exercício? Qualquer atividade física deve ser precedida de avaliação médica. Procure identificar em que nível de risco você se encontra. Caso as suas respostas indiquem que você precisa passar por uma avaliação médica inicial, não deixe de consultar o seu médico. Se você já está liberado para começar, não perca tempo e comece logo a usufruir dos benefícios do exercício, respeitando os seus limites. Isso, certamente, mudará a sua vida.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Mitos e verdades sobre o AVC.

Chances de ter AVC é maior para homens do que para mulheres. PARCIALMENTE VERDADE - Sabe-se que ser do sexo masculino é um fator de risco para se ter AVC. No entanto, pela expectativa maior de vida, a mulher acaba tendo mais chances de se ter AVC, já que o risco da doença também aumenta com a idade do indivíduo, sobretudo acima dos 55 anos. Estresse pode provocar AVC. PARCIALMENTE VERDADE - O sintoma "estresse" não leva ao AVC de forma direta. O AVC é uma doença cardiovascular, uma doença de vasos, e o estresse leva a uma descarga de adrenalina muito grande ao corpo e faz com que o corpo fique mais propenso a arritmias, ao aumento da pressão arterial, e estes são os fatores de risco para o AVC. Então, uma pessoa muito estressada pode ficar mais hipertensa, e isso sim pode levar ao AVC. Crianças e jovens não têm chances de sofrer AVC. MITO - O AVC em crianças e jovens é mais comum do que se imagina. Quando a gente fala em AVC em jovem estão inclusos os casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro. AVC não apresenta sinais antes de ocorrer. PARCIALMENTE VERDADE - Existem pequenos AVCs, chamado de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba. Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento. Os cinco principais sintomas são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura. Se eu tiver um hábito alimentar saudável, com pouca gordura animal, não terei AVC. PARCIALMENTE VERDADE - O que faz evitar a doença vascular e cardiovascular é um cuidado geral com a saúde. A dieta é um dos pilares deste cuidado. Se você tiver hipertensão e não tratar, mesmo tendo uma dieta saudável há o risco de se ter AVC. O melhor tratamento para o AVC, e as doenças cardiovasculares em geral, é a prevenção. As pessoas devem controlar a pressão arterial, o diabetes, o colesterol e o triglicerídeo. Não fumar e ter uma alimentação saudável também contribuem para diminuir as chances de se ter AVC. Consumir álcool aumenta as chances de se ter AVC. PARCIALMENTE VERDADE - O problema do álcool é que ele não vem sozinho. Ele é acompanhado de hábitos e estilo de vida não saudáveis que aumentam as chances de se ter um AVC. O álcool em excesso aumenta a chance de se ter AVC hemorrágico, mas o consumo moderado, como uma taça de vinho por dia, pode ajudar na prevenção do AVC isquêmico e doenças do coração. AVC sempre deixa sequelas. MITO - Os pequenos AVCs, chamados de lacuna, não deixam sequelas instantaneamente, ocorrendo de modo silencioso. Entretanto, ocorrendo ao longo da vida, a repetição da ocorrência da doença pode causar perda de memória a longo prazo. Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas. Sequelas do AVC são para vida toda. MITO - Quanto mais jovem for o paciente, maior a chance de ele reverter as sequelas. Uma vez que você teve o AVC, neurônios acabam morrendo. Os jovens possuem uma neuroplasticidade que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram, permitindo que o paciente se recupere em até 100%. Há também casos de idosos que já se recuperaram, mas é mais recorrente em jovens. Só se tem AVC uma vez na vida. MITO - Uma vez que você teve um AVC, há uma chance maior de se ter outro. Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro. Quando o paciente tem AVC, a doença é um marcador de que o indivíduo é um doente de alto potencial. Diabético ou hipertenso têm mais chances de ter AVC. VERDADE - Tanto o diabético quanto o hipertenso têm mais chances de ter doenças vasculares. E estas são as principais causas do AVC. Existem fatores de riscos não modificável e modificável. O primeiro é a idade e o sexo do paciente. O segundo, como já diz, é controlável. Então o paciente deve controlar bem a pressão, o diabetes, não fumar, praticar exercícios físicos etc.